quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Google, no fundo, no fundo, é uma empresa frágil

Vocês já pensaram que o gigante Google pode ser, na realidade, uma empresa bem frágil? Uma criança que cresceu muito rápido, mas não amadureceu o suficiente?
O modelo de negócios do Google tem se apoiado em faturamento via links patrocinados. A grande parte do seu faturamento vem daí. Ele vem tentando de todas as maneiras minimizar a importância dos adwords em sua receita, o que de certa forma tem conseguido com…anúncios displays. Tudo aquilo contra o qual Brin e Page lutaram contra no início ideológico da empresa.
Wall Street continua sendo Wall Street…
A premissa do faturamento do Google é que a busca ainda é o centro da web, logo as pessoas sempre entrarão em suas páginas para buscas resultados na web. Até aí eu concordo. Um ponto, porém, é que os anunciantes se beneficiam dessa busca para veicular seus anúncios baseados em palavras-chave.
Anúncios em displays é o que a publicidade “online tradicional”, herdada da velha mídia, sempre fez. Não é relacionamento e cada vez mais as pessoas querem se relacionar. Mídia display todo mundo faz.
As redes sociais têm atraído cada vez mais pessoas e ganhando cada vez mais perfis personalizados. Perfis em que as pessoas colocam seus gostos, perguntam coisas para amigos no mural do Facebook, curtem marcas e outros indícios muito claros de segmentação. Um anunciante poderá veicular sua comunicação de uma maneira muito mais precisa em uma rede social do que em um buscador. Terá uma propaganda praticamente personalizada.
Se os anunciantes começarem a ter retornos maiores com anúncios em redes sociais do que em buscas, eles fugirão para as redes. O Google vai continuar sendo o gigante das buscas, disso eu não tenho dúvidas, mas os anunciantes podem se dividir.
O modelo de concentrar a receita em Adwords pode ser um tremendo perigo para o gigante. Por isso ele arrisca tanto em outras áreas. Segundo Eric Schmidt, não faz nenhum sentido não arriscar já que o Google tem tanto dinheiro em caixa. Para o Google a palavra inovar parece ser um cutelo permanente.
Como uma criança super desenvolvida tentando alcançar a maturidade, o Google sabe que tem que seguir a lei básica de qualquer negócio ou carteira de ações: diversificar para minimizar o risco.
As leis da “velha economia” estão mostrando ao gigante da nova economia que as coisas, afinal, não mudaram tanto assim.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O especialista

O dono de uma grande fábrica foi surpreendido por uma de suas principais máquinas dando defeito . Cada dia parado perdia-se R$1.000.000. Ele chamou o primeiro técnico que olhou e disse que não sabia arrumar. Chamou o segundo que olhou, mexeu mas não conseguiu fazer a máquina funcionar.

Como ele estava perdendo muito dinheiro resolveu chamar o especialista de maior renome para arrumar a máquina dizendo que pagaria o preço que fosse necessário
.
O especialista chegou, olhou a máquina inteira, tirou uma chave de fenda da maleta e apertou um parafuso que fez a máquina voltar a funcionar instantaneamente.

O dono da empresa ficou maravilhado e perguntou o preço.

-Especialista: R$300.000
-Dono: Mas tudo isso, apenas para apertar um parafuso?
-Especialista: Não, o parafuso é apenas 1 real, saber que parafuso apertar dentro todos da máquina são os outros R$299.999

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Site de estatistica

Para os entusiastas da estatística, achei este site bem interessante sobre o tema:

http://www.statsoft.com/textbook/multiple-regression/

O site possui diversas explicações aprofundadas sobre os temas mais usuais da estatística, entretanto é em inglês e algumas vezes pode ser bastante complexo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Ócio Criativo - Domenico De Masi

Trechos retirados do livro O Ócio Criativo de Domenico De Masi:

"O homem que trabalha perde tempo precioso" é o lema que flutua na tela do computador Domenico De Masi. Isso significa que para ele trabalhar o menos possível é uma filosofia de vida? Ou traduz a aspiração a uma virtude que lhe falta?

O lema sintetiza a teoria de De Masi: o futuro pertence a quem souber libertar-se da idéia tradicional do trabalho como obrigação e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre e o estudo. Enfim, o futuro é de quem exercitará o "ócio criativo"

Maria Serena Palieri

Segundo De Masi, "o ócio pode transformar-se em violência, neurose, vício e preguiça, mas pode também elevar-se para a arte, a criatividade e a liberdade. É no tempo livre que passamos a maior parte de nossos dias e é nele que devemos concentrar nossas potencialidades."

O livro se descreve como foi a evolução do trabalho pós industrial e demonstra como o trabalho era na Grécia Antiga entre outros países e épocas. É interessante como o modelo industrial moldou o nosso método de trabalho atual.

O modelo que estou falando é bem descrito na música Matthew and Son de Cat Stevens, clique abaixo para escutar enquanto lê.



"Quando trabalhamos, devemos trabalhar. Quando jogamos, devemos jogar. A nada serve tentar misturar as duas coisas. O único objetivo deve ser aquele de desempenhar um trabalho e de ser pago por isso. Quando o trabalho estiver terminado, pode então começar o jogo, mas não antes."

Henry Ford

Foi a indústria que separou o lar do trabalho, a vida das mulheres da vida dos homens, o cansaço da diversão. Foi com o advento da indústria que o trabalho assumiu uma importância desproporcionada, tornando-se a categoria dominante na vida humana, em relação à qual qualquer coisa - família, estudo, tempo livre - permaneceu subordinada. Na época rural o camponês e o artesão viviam no mesmo lugar em que trabalhavam, o tempo que dedicavam ao trabalho misturava-se ao das tarefas domésticas, ao dedicado a cantorias e a outras distrações.

De Masi propõe desenha os modelos de trabalhos e o ideal, qual ele chama de o "ócio criativo":


O trabalho que se limita à execução e não há o lúdico nem o aprendizado é a área 1. Como vemos no clássico Tempos Modernos interpretado por Charles Chaplin.




Na área 2 são profissionais que são pagos para fazer somente pesquisas e estudos.

A área 3 acredito que podemos considerar jogadores profissionais como alguns jogadores que não chegam  nem a estudar  para praticar o esporte.

Mas as áreas de uma forma geral se intercalam, por exemplo, uma equipe cinematográfica que se diverte trabalhando (área 4),  equipe de cientistas fazendo experimentos (área 6) e jogadores profissionais de poker ou xadrez (área 5).

A área 7 é o chamado Ócio Criativo, onde se misturam o jogo, o trabalho e o estudo.

"Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre sua educação e a sua recreação, entre seu amor e a sua religião. Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo."
Pensamento Zen

Um dos pontos interessantes do livro é que De Masi deixa claro que não é tão fácil conseguir alcançar o ócio criativo pelo simples motivo de estarmos tão condicionados a separar o trabalho das outras coisas que precisaríamos de uma reeducação. Um exemplo dado no livro é de que as pessoas que mal conseguem organizar uma viagem para descanso e acabam contratando uma equipe de turismo para fazer o descanço delas e acabas mais cansadas do que antes de viajar.




quarta-feira, 10 de novembro de 2010

De onde vem as idéias?

Video muito interessante que discorre sobre a fluidez da criatividade.

Video recomendado pelo amigo Jun (dono do bloghttp://investidordevalor.blogspot.com/ e que faz participações no blog):

sábado, 23 de outubro de 2010

Paradigma de abertura de um novo negócio - I

Ontem fui e minha família a um restaurante italiano próximo à minha casa. O restaurante era muito gostoso, barato e os donos eram as pessoas que cozinhavam, serviam e faziam as entregas. Eram pessoas simpáticas e atendiam bem.
Apesar disto, havia algo de estranho com o restaurante. A rua era movimentada, mas as mesas estavam vazias.

Estavamos em quatro e com o objetivo de nos conquistar como clientes foram-nos servidos diversas entradas como cortesia ( pães, brusqueta e pães exóticos)
Não critico a iniciativa, mas com isto fica evidente que era algo totalmente experimental (tentativa e erro) e não havia o minimo estudo (mesmo que não da administração) da melhor forma de atender o cliente e atrair a clientela.

Associado a isto, a falta de atendentes no local fez com que o atendimento caisse. Num dado momento um dos donos foi fazer uma entrega o que deixo nossa mesa sem atendimento.

Acredito que este restaurante dará certo, se os donos tiverem paciencia. O problema da tentativa e erro sem direcionamento é o tempo que demora para o negócio dar certo, e talvez o suficiente para que sejam obrigados a fecha-lo.